quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
lema para fora
atentando o entretanto
que sorve o tema
diluí a âncora em enfeites de prateleira
do lado de fora do lema
folclóricas cenas suportam
cada qual
em seu braço de mar
levemente indiferente ao luar
digerem a anuência
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
só na ginga
eu que nunca pisei numa avenida
aprendi a sambar na vida
com o meu coração
minha alma já serviu de alegoria
ficou fora de sintonia
com as batidas em outra estação
hoje já não tenho mais fantasia
deixei de lado a magia
gingo na ilusão
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
sem ima gin ação
,
.
" " :
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
completamente
descalço
meus sentimentos à flor da pele
refletem no que percebo
mas nada reiteram
o que sentem
à vontade até apareço
sem esconder meus cantos
meus desejos
se encontram
completamente
meus sentimentos à flor da pele
refletem no que percebo
mas nada reiteram
o que sentem
à vontade até apareço
sem esconder meus cantos
meus desejos
se encontram
completamente
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afora guarda
o vazio preenche na hora de patir
muita coisa na memória
sabe que a noite será longa
emplaca seu rumo afora
deleita-se em sua própria sombra
aos traços de um plano falível
que nada dita agora
a ausência dos momentos
tomou sua conta
muita coisa na memória
sabe que a noite será longa
emplaca seu rumo afora
deleita-se em sua própria sombra
aos traços de um plano falível
que nada dita agora
a ausência dos momentos
tomou sua conta
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
delícias sem igual
delicadezas são fortes arbítrios
deixam nenhum resquício
relutantes no pacote invisível
ainda completam o requisito
da contra mão ouvem o sino
na solitária paz da quietude
pondo ao hábito semi oval
pendurado atrás do mural
tecer em ponto cruz
o caos organizacional
criando regras embebidas
em delícias sem igual
deixam nenhum resquício
relutantes no pacote invisível
ainda completam o requisito
da contra mão ouvem o sino
na solitária paz da quietude
pondo ao hábito semi oval
pendurado atrás do mural
tecer em ponto cruz
o caos organizacional
criando regras embebidas
em delícias sem igual
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
nevoeiro
devaneio sem saída
conta pontos sem partida
esquece o rumo
ensaia na deriva
de nó em nó
ratifica
conta pontos sem partida
esquece o rumo
ensaia na deriva
de nó em nó
ratifica
claro que eu sei
é claro que eu sei
tanto que nem resisto
invade o meu peito
arranca do meu silêncio
suspiros
tanto que nem resisto
invade o meu peito
arranca do meu silêncio
suspiros
domingo, 4 de dezembro de 2011
essencial
alguns trechos sigo rotina
sem deixar pra depois
ficou um pedaço meu aqui
levo o que sobra
sem olhar para traz
ainda sinto seu cheiro
a essência
que trago
traz meus sentimentos
que nunca abandono
de nenhum jeito
sem deixar pra depois
ficou um pedaço meu aqui
levo o que sobra
sem olhar para traz
ainda sinto seu cheiro
a essência
que trago
traz meus sentimentos
que nunca abandono
de nenhum jeito
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
pensando na chuva
o sol e as nuvens pareciam se importar
não poderia haver um dia mais lindo
empacotado em pára-choques de diversas cores
ainda não consigo esconder o meu sorriso
perdi a minha pressa
a sincronia dos relógios
naquele momento
aumenta o tráfego
restando um tanto de tarde
nada realmente afasta
a sensação de tudo ganhando sentido
chegando a noite
oito e pouquinho
começa a chover
vou curtir a chuva
pensando em voce
não poderia haver um dia mais lindo
empacotado em pára-choques de diversas cores
ainda não consigo esconder o meu sorriso
perdi a minha pressa
a sincronia dos relógios
naquele momento
aumenta o tráfego
restando um tanto de tarde
nada realmente afasta
a sensação de tudo ganhando sentido
chegando a noite
oito e pouquinho
começa a chover
vou curtir a chuva
pensando em voce
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
minha amarra
ingenuidade minha
estava escrito nas entrelinhas
parei em vários sinais vermelhos
dando tempo ao tempo
e nada
sei o sentido
só eu me espanto
estou renovado
marcas não escondo
sem muitos conceitos
ainda percebo
confissões me concedo
nada reflete melhor
o que sinto
harmoniza o que vivo
fica mais nítido
a vida mais clara se
a felicidade me permitir
tramarei sempre amar
minhas amarras
em sua palavra
estava escrito nas entrelinhas
parei em vários sinais vermelhos
dando tempo ao tempo
e nada
sei o sentido
só eu me espanto
estou renovado
marcas não escondo
sem muitos conceitos
ainda percebo
confissões me concedo
nada reflete melhor
o que sinto
harmoniza o que vivo
fica mais nítido
a vida mais clara se
a felicidade me permitir
tramarei sempre amar
minhas amarras
em sua palavra
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
intensa paisagem
sabia do som que fazia
atravessou as paredes da casa
aumentou a intensidadade
se doou de verdade
recordando cada passagem
fez da melodia
uma mensagem
atravessou as paredes da casa
aumentou a intensidadade
se doou de verdade
recordando cada passagem
fez da melodia
uma mensagem
meu instinto te interfere
o que desperta em mim
o instinto que reflete
o mais puro desejo
312 anos após o encarceramento
o instinto interfere
denaveio como um ilustre
não sinto que tenha encontrado meu ajuste
perfeito
o instinto que reflete
o mais puro desejo
312 anos após o encarceramento
o instinto interfere
denaveio como um ilustre
não sinto que tenha encontrado meu ajuste
perfeito
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poema
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
mira de cor
linhas paralelas
na beira do cais
tudo tudo
nos leva e nos traz
tudo segue o rumo
amplifico o barulho
rimo minha mira de cor
na beira do cais
tudo tudo
nos leva e nos traz
tudo segue o rumo
amplifico o barulho
rimo minha mira de cor
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
palavra de fora
perdi umas palavras
mas ganhei o dia
nada que mude a sentença
sucinto
prevejo nada além rotina
destroçando sílabas sem vírgulas
somando letras
em estado de ampulhetas
aos tratos
cada palavra tem começo
tem um meio e tem seu fim
em algum momento
algo ignora
a frase que se forma
nítida e clara
pode sim
clarear nada
onde nada importa
mas ganhei o dia
nada que mude a sentença
sucinto
prevejo nada além rotina
destroçando sílabas sem vírgulas
somando letras
em estado de ampulhetas
aos tratos
cada palavra tem começo
tem um meio e tem seu fim
em algum momento
algo ignora
a frase que se forma
nítida e clara
pode sim
clarear nada
onde nada importa
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
por hora
cruzei tanta coisa no caminho até aqui
afundado em minha perplexidade contínua
senti na pele o que realmente me arrepia
instiga saber a razão mas nem insisto
por hora vale mais seu sorriso
afundado em minha perplexidade contínua
senti na pele o que realmente me arrepia
instiga saber a razão mas nem insisto
por hora vale mais seu sorriso
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
turva-feira
uma turma turva esta atentando na matriz
atenuante ao relapso de um conjunto
astúcias por hora arquivadas feito túmulos
de besteira em besteira reiteram
nada batido passa nesse clima de feira
a parte sucinta ainda se desdobra no sossêgo
mal enxerga o galho de onde olha
na província o estatuto estima a hora certa
o importante nesta companhia esta apenas no fim
atenuante ao relapso de um conjunto
astúcias por hora arquivadas feito túmulos
de besteira em besteira reiteram
nada batido passa nesse clima de feira
a parte sucinta ainda se desdobra no sossêgo
mal enxerga o galho de onde olha
na província o estatuto estima a hora certa
o importante nesta companhia esta apenas no fim
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
alerta
desencantando migalhas
que aos poucos se espalham
diluindo ao relento
perdendo peso
esfarelando sua forma
revida sem tempo
agride o marasmo
estravazando detritos
o fato toca na radiola
a letra não é boato
repentino súbito
a falta de noção relato
parte em disparate
coadjuvante ação enfim
desperta
acaba o som ininterrupto
revida o alerta
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
a cova da fossa
virando e revirando
curvas e linhas
acentos e pontos
sem pensar em folga
em meio a tantos escombros
mal pode exergar a cara
ainda não tirou a poeira do corpo
precisa saber o que tem no fundo do poço
caiu numa arapuca muito grande
e a carapuça não serviu
então decide
antes de voltar a tona
cavará uma cova
pra colocar a fossa
curvas e linhas
acentos e pontos
sem pensar em folga
em meio a tantos escombros
mal pode exergar a cara
ainda não tirou a poeira do corpo
precisa saber o que tem no fundo do poço
caiu numa arapuca muito grande
e a carapuça não serviu
então decide
antes de voltar a tona
cavará uma cova
pra colocar a fossa
terça-feira, 20 de setembro de 2011
clarividência
assim no silêncio
acabo encontrando no escuro
respostas ainda em abertas
uma pequena luz no fim do túnel
pode ser miragem
pode não ser nada
pode ser tudo
ou ainda
pode ser um embrulho
com certeza
não é à toa
nem coincidência
é sim
o que quer que seja
nada mesmo
se quiseres assim
só não o é para mim
domingo, 11 de setembro de 2011
colírio
meros impulsos
mero instinto
nada foi esquecido
está escrito
ouvi em um sonho
sua voz me chamando
não me recordo do sonho
mas te ví sorrindo
ganhei meu dia
gravei uma melodia
achei minha sintonia
um sonho habilita
cantando por horas
aquela imagem rola
como cascata
sensações que arrepiam
mero instinto
nada foi esquecido
está escrito
ouvi em um sonho
sua voz me chamando
não me recordo do sonho
mas te ví sorrindo
ganhei meu dia
gravei uma melodia
achei minha sintonia
um sonho habilita
cantando por horas
aquela imagem rola
como cascata
sensações que arrepiam
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
casinha abandonada
há uma casinha na beira da estrada
não tem ninguém
ninguém mora lá
os carros passam levantando poeira
não dá mais pra ver o que tem por trás do vitral
naquela casinha abandonada
na beira da estrada o mato caminha por sua calçada
suas cores todas agora parecem palha
e aí o tempo corroe sua fachada
não tem ninguém
ninguém mora lá
os carros passam levantando poeira
não dá mais pra ver o que tem por trás do vitral
naquela casinha abandonada
na beira da estrada o mato caminha por sua calçada
suas cores todas agora parecem palha
e aí o tempo corroe sua fachada
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
pasto di uispers
este realmente
lugar interessante
mesmo mudo para muitos
ouve o silêncio
contempla quieto
conivente conveniente
também não faz
barulho algum
em curso
lugar interessante
mesmo mudo para muitos
ouve o silêncio
contempla quieto
conivente conveniente
também não faz
barulho algum
em curso
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
pra encher o vazio
agora ando com os punhos fechados
muito próximo ao papel insensato
não enxergo mais nenhum sobressalto
enquanto descarto meu sossego de aluguel
o quanto aguentar é o que vale pontos
nada que nunca te tenha efeito
mesmo que nunca perceba
passou o tempo
tremendo o esforço para encher o vazio
muito próximo ao papel insensato
não enxergo mais nenhum sobressalto
enquanto descarto meu sossego de aluguel
o quanto aguentar é o que vale pontos
nada que nunca te tenha efeito
mesmo que nunca perceba
passou o tempo
tremendo o esforço para encher o vazio
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
nenhuma pressa nem interesse
ficou um tempo quieto
parado
olhando para o nada
sem mexer uma palha
em vão
parado
olhando para o nada
sem mexer uma palha
em vão
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
o barquinho e a jornada
o espaço que deixei foi em branco
para enfim não dizer nada
sem rumo certo descanso
na beira do riacho descalço
despistei minha euforia
afoguei minhas mágoas
ainda não havia acordado
percebo na correnteza que não para
como se não houvessem obstáculos para a água
pensando nisso dobrei uma página
só para ver se flutuava
e o barco partiu em sua jornada
para enfim não dizer nada
sem rumo certo descanso
na beira do riacho descalço
despistei minha euforia
afoguei minhas mágoas
ainda não havia acordado
percebo na correnteza que não para
como se não houvessem obstáculos para a água
pensando nisso dobrei uma página
só para ver se flutuava
e o barco partiu em sua jornada
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
duplo lema
adiante um dilema
tempo não lhe é problema
nem reclame aguenta
o insperado lapso
traz novas idéias pra beira do rio
tempo não lhe é problema
nem reclame aguenta
o insperado lapso
traz novas idéias pra beira do rio
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
nem olha
vai e volta sem demora
não enrola e sai fora
finge que não é contigo
passa batido
nem olha
quando estiver na área
nada se propaga
sem que baixe a guarda
cada gesto conta
remexe um monte de palavras
seguindo o plano
o retorno é garantido
correndo nenhum risco
chega à salvo
para o que te aguarda no destino
não enrola e sai fora
finge que não é contigo
passa batido
nem olha
quando estiver na área
nada se propaga
sem que baixe a guarda
cada gesto conta
remexe um monte de palavras
seguindo o plano
o retorno é garantido
correndo nenhum risco
chega à salvo
para o que te aguarda no destino
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terça-feira, 5 de julho de 2011
cachorrada
segue o despacho
segue a carruagem
segue a cachorrada latindo
uma moça alegre na varanda
a poeira levanta
juntam-se aos cacos
em silêncio
ninguém chora na despedida
pura malícia
não existem trocados
existem incomodados
segue a carruagem
partindo
desta vez
sem nenhum cão latindo
segue a carruagem
segue a cachorrada latindo
uma moça alegre na varanda
a poeira levanta
juntam-se aos cacos
em silêncio
ninguém chora na despedida
pura malícia
não existem trocados
existem incomodados
segue a carruagem
partindo
desta vez
sem nenhum cão latindo
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
em algo em comum
sintetizadas sem dó maior
cantigas atônitas de milongas
destilam poucas e boas
em algo em comum
nos tempos de certas formas
cada espaço tem seu afinco
onde o tom sem martírio
mergulha em um mistério contínuo
evaporando por instantes
o seu dispor
cantigas atônitas de milongas
destilam poucas e boas
em algo em comum
nos tempos de certas formas
cada espaço tem seu afinco
onde o tom sem martírio
mergulha em um mistério contínuo
evaporando por instantes
o seu dispor
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Fonia
o som bate e rebate nas paredes
o eco se mistura em um ruído constante
aumenta a intensidade
incessante
harmoniza devaneios singulares
alguém em algum lugar
ouve melodia no ar
o eco se mistura em um ruído constante
aumenta a intensidade
incessante
harmoniza devaneios singulares
alguém em algum lugar
ouve melodia no ar
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
baixa voltagem
não foi uma pausa
foi um descanso
estava um tanto tonto
meio que no desconforto
entrelinhas se cruzando em meias sentenças
metáforas vazando sem deixar impressões
tudo encontrou sua brecha
causando este fortuno lapso de ilusões
importa agora
que passou a hora
o que de fato reflete
ficar ligado em baixa tensão
foi um descanso
estava um tanto tonto
meio que no desconforto
entrelinhas se cruzando em meias sentenças
metáforas vazando sem deixar impressões
tudo encontrou sua brecha
causando este fortuno lapso de ilusões
importa agora
que passou a hora
o que de fato reflete
ficar ligado em baixa tensão
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
na mesma do bar
o calor consome meu gole
ouvindo aparências
cada um da mesa
tem seu trocado de fé
palavras empapadas na cerveja
uma disputa em centímetros de segundos
estes nós acabam em parafusos
e apesar de tudo ainda confuso
chamo o táxi no limite
preciso formatar meu endereço
suponho que seja tarde
acordo cedo
não tenho muito tempo
chegar em casa já é um recomeço
ouvindo aparências
cada um da mesa
tem seu trocado de fé
palavras empapadas na cerveja
uma disputa em centímetros de segundos
estes nós acabam em parafusos
e apesar de tudo ainda confuso
chamo o táxi no limite
preciso formatar meu endereço
suponho que seja tarde
acordo cedo
não tenho muito tempo
chegar em casa já é um recomeço
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
volta e meia
entendo meu coração disparado
meus dedos meio trêmulos no teclado
uma enorme relutância
muito distante
neste platônico ritmo inconstante
meus pensamentos
volta e meia fogem
e voltam pra ti
meus dedos meio trêmulos no teclado
uma enorme relutância
muito distante
neste platônico ritmo inconstante
meus pensamentos
volta e meia fogem
e voltam pra ti
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volta e meia
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
a errata
não é o certo
nem o errado
é reflexo
perplexo ao meu impasse
improviso importuna tentativa de desfecho
abro os olhos
percebo
estou no meio do nada
dono de uma liberdade
nunca almejada
nem o errado
é reflexo
perplexo ao meu impasse
improviso importuna tentativa de desfecho
abro os olhos
percebo
estou no meio do nada
dono de uma liberdade
nunca almejada
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poema
despercebido
passei despercebido por mim mesmo em um pedaço de papel
não saberia como desatar tantos nós
coisas que só o tempo é capaz
lastros que abandonei na beira do caos
não saberia como desatar tantos nós
coisas que só o tempo é capaz
lastros que abandonei na beira do caos
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
invisível previsível
saber não achar
no seu rítmo
o invisível é previsível ao olhar
no seu rítmo
o invisível é previsível ao olhar
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
no espaço
em uma distância estimada em milhares de quilômetros
não foi exatamente fácil chegar até aqui
lembro que enquanto percorri minha jornada
nunca imaginei sobreviver assim
aos poucos se adaptando ao improvável
como sementes de abóbora secas ao sol na janela
sinto que o tempo esta mudando
e a chuva vem chegando
em seguida a uma rajada de vento
o primeiro pingo da série me acerta no meio da testa
um sinal proveniente do céu
tirando todo peso das minhas costas
me misturo então aos desenhos que se formam
nas gotas que caem ao meu redor na calçada
não foi exatamente fácil chegar até aqui
lembro que enquanto percorri minha jornada
nunca imaginei sobreviver assim
aos poucos se adaptando ao improvável
como sementes de abóbora secas ao sol na janela
sinto que o tempo esta mudando
e a chuva vem chegando
em seguida a uma rajada de vento
o primeiro pingo da série me acerta no meio da testa
um sinal proveniente do céu
tirando todo peso das minhas costas
me misturo então aos desenhos que se formam
nas gotas que caem ao meu redor na calçada
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
não é não
não são apenas folhas secas ao chão
não temos nada realmente certo na mão
não falta somente solução
não é à toa que se acerta o pão
não temos nada realmente certo na mão
não falta somente solução
não é à toa que se acerta o pão
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
ludibriado
pensei em deixar de canto na prosa a tristeza
mas não fui capaz de me iludir
é a beleza da vida que surge ao nosso redor
que ludibria toda minha dor
mas não fui capaz de me iludir
é a beleza da vida que surge ao nosso redor
que ludibria toda minha dor
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
aos passos o trabalho
enquanto desce a ladeira na tarde chuvosa
pensamentos embaralham-se aos desenhos da calçada
resta um gosto amargo
cabe aos passos o trabalho
carregar este corpo sem direção
pensamentos embaralham-se aos desenhos da calçada
resta um gosto amargo
cabe aos passos o trabalho
carregar este corpo sem direção
terça-feira, 21 de setembro de 2010
montanhas imaginárias
passado o estorvo
nos encontramos à deriva
entrelaçados
como pressentido
nunca fomos muito longe
vestindo no peito
a contradição exalada
é mais forte o sentimento
palavras
palavras
palavras mal ditas palavras
não explicam meus sorrisos
nem minhas mágoas
não chegam aos pés do que sinto
passado o estorvo
virando a página
alí não haviam palavras
para ilustrar a passagem
nos encontramos à deriva
entrelaçados
como pressentido
nunca fomos muito longe
vestindo no peito
a contradição exalada
é mais forte o sentimento
palavras
palavras
palavras mal ditas palavras
não explicam meus sorrisos
nem minhas mágoas
não chegam aos pés do que sinto
passado o estorvo
virando a página
alí não haviam palavras
para ilustrar a passagem
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
ritmo alucinante
como um passo embreagado e deslocado
deixo um rastro de saudades
emplacado em meu olhar
aos cantos de garranchos
na espreita de encontrar
um tom que caia bem neste lugar
deixo um rastro de saudades
emplacado em meu olhar
aos cantos de garranchos
na espreita de encontrar
um tom que caia bem neste lugar
terça-feira, 22 de junho de 2010
batalha
muito mais que instintos movem
existe algo além do ar que respiro
estas barreiras que atravesso
deixam marcas que me identificam
confiar é muito mais sobre o invisível
passei da idade do improviso
ainda amo e sinto a vida bela
nas brechas que sobram ao meu delírio
posso ingenuamente cair de cara
acordar na sargeta sem sentido
é certo que resurgiria em outro dia
enquanto houver vida existem motivos
enfrento batalhas violentas
perco a cabeça nas lutas sangrentas
em meio a tantas glórias e tristezas
só uma ingênua mente não se afugenta
sem ilusões passageiras
nossas grandes vitórias
são para a vida inteira
existe algo além do ar que respiro
estas barreiras que atravesso
deixam marcas que me identificam
confiar é muito mais sobre o invisível
passei da idade do improviso
ainda amo e sinto a vida bela
nas brechas que sobram ao meu delírio
posso ingenuamente cair de cara
acordar na sargeta sem sentido
é certo que resurgiria em outro dia
enquanto houver vida existem motivos
enfrento batalhas violentas
perco a cabeça nas lutas sangrentas
em meio a tantas glórias e tristezas
só uma ingênua mente não se afugenta
sem ilusões passageiras
nossas grandes vitórias
são para a vida inteira
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
sem ti, tua falta
testava testando a tua fortuna
a cada entorse de minha cabeça dura
tudo que parece padece no asfalto quente
tentando não estender o passo sem igual
o acaso no caso se tornou o principal
contando que desvenda seu embrulho
puxa do fundo
sem ti
tua falta
muito além que jamais percebi
a cada entorse de minha cabeça dura
tudo que parece padece no asfalto quente
tentando não estender o passo sem igual
o acaso no caso se tornou o principal
contando que desvenda seu embrulho
puxa do fundo
sem ti
tua falta
muito além que jamais percebi
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se ti tua falta
terça-feira, 1 de junho de 2010
o dia que partiu
até o dia acabar
muitas coisas irei rever
os caminhos não precisam ser trocados
sei por onde seguir
a esquina vive em torno
como partes deste mundo
cada qual com sua estátua
e eu em meu roteiro sigo
quando olho para o nada
nada vejo
muitas coisas irei rever
os caminhos não precisam ser trocados
sei por onde seguir
a esquina vive em torno
como partes deste mundo
cada qual com sua estátua
e eu em meu roteiro sigo
quando olho para o nada
nada vejo
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
peça
o texto prega peças
o ar esta viciado
olho para frente para não cair
o piso parece molhado
estou a alguns passos de mim mesmo
ouço vozes distantes
enxergo vultos inconstantes
estou certo de retribuir
na hora certa vou partir deste cenário
tento esquecer este assoalho
esta tão frio hoje
que poderia ficar lá deitado
o ar esta viciado
olho para frente para não cair
o piso parece molhado
estou a alguns passos de mim mesmo
ouço vozes distantes
enxergo vultos inconstantes
estou certo de retribuir
na hora certa vou partir deste cenário
tento esquecer este assoalho
esta tão frio hoje
que poderia ficar lá deitado
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
daqui um dia
agora não é hora
falta um dia
muitas retas e muitas curvas
ladeiras abaixo
ladeiras acima
não escolho trilha sonora
a noite em claro
passa batida
é sempre frio na barriga
falta um dia
muitas retas e muitas curvas
ladeiras abaixo
ladeiras acima
não escolho trilha sonora
a noite em claro
passa batida
é sempre frio na barriga
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
???
porque não mostra à que veio?
o que tem no seu retrato?
o que tem dentro de seus sapatos?
o que tem no seu retrato?
o que tem dentro de seus sapatos?
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
pouco é pouco
a saudade só aumenta
aos poucos arrebenta
explode a solidão
um dia é pouco
para tanta paixão
a saudade só aumenta
um passo de cada perna
e a distância ainda é a mesma
fotos e retratos na mesa
não consigo desviar minha atenção
a saudade só aumenta
aos poucos arrebenta
explode a solidão
um dia é pouco
para tanta paixão
a saudade só aumenta
um passo de cada perna
e a distância ainda é a mesma
fotos e retratos na mesa
não consigo desviar minha atenção
a saudade só aumenta
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
vão
não há nada para saber
nem para contar
não há quem possa
nem quem se importe
olho nos olhos
quando te enxergar
nem para contar
não há quem possa
nem quem se importe
olho nos olhos
quando te enxergar
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
sala de estar
preso nesta sala
preservo algo que me resta
suponho que valha pena
viver nesta aresta
digo mas não mais repito
o sentido é o motivo
isto é rítmo
para continuar seguindo
preservo algo que me resta
suponho que valha pena
viver nesta aresta
digo mas não mais repito
o sentido é o motivo
isto é rítmo
para continuar seguindo
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
e eu estátua
o som percorre minha memória
recosto a cabeça sobre o travesseiro
viajando pelas paredes desde o início
milhares de imagens por segundo passam diante meus olhos
cada móvel em seu canto
e eu estátua
o que me resta pouco importa agora
já fui dormir
recosto a cabeça sobre o travesseiro
viajando pelas paredes desde o início
milhares de imagens por segundo passam diante meus olhos
cada móvel em seu canto
e eu estátua
o que me resta pouco importa agora
já fui dormir
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
automaticamente
o corpo move-se automaticamente
a mente nem sente
o esboço de uma reação surge horas depois
agora é tarde
não se fala em razão
por dentro
sente a dor pulsando na pele
como se não houvesse um músculo sequer
que não tenha levado porrada
na noite que acaba
antes da hora
é um fardo e um fato
o dia que atropela começa
nos primeiros passos
com apenas um olho semifechado
sabe de tudo que por vir acontece
o corpo se move automaticamente
a mente nem sente
o esboço de uma reação surge horas depois
agora é tarde
não se fala em razão
por dentro
sente a dor pulsando na pele
como se não houvesse um músculo sequer
que não tenha levado porrada
na noite que acaba
antes da hora
é um fardo e um fato
o dia que atropela começa
nos primeiros passos
com apenas um olho semifechado
sabe de tudo que por vir acontece
o corpo se move automaticamente
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
absurdo fc
ponto para o absurdo
estratégia definida
técnica
agilidade
tudo acoplado a um tremendo poder de execução
maestria em cada detalhe
convicção
honestidade
este absurdo não pede licença
aproveitando bem todas as chances
sem deixar espaços para o adversário
este absurdo vai longe
quando o placar registra: é o fim dos tempos
estratégia definida
técnica
agilidade
tudo acoplado a um tremendo poder de execução
maestria em cada detalhe
convicção
honestidade
este absurdo não pede licença
aproveitando bem todas as chances
sem deixar espaços para o adversário
este absurdo vai longe
quando o placar registra: é o fim dos tempos
domingo, 25 de outubro de 2009
passado I
Meu passado me condena
Sem decepções e sem réplicas
Estive nas minhas palavras
A presença abstrata
Nos atos não
Entre linhas calço os sapatos
Pretendo correr nesta direção
Os afazeres prestam solução
Quanto mais rápido
Passar neste trecho
Mais bela fica a paisagem
Sem decepções e sem réplicas
Estive nas minhas palavras
A presença abstrata
Nos atos não
Entre linhas calço os sapatos
Pretendo correr nesta direção
Os afazeres prestam solução
Quanto mais rápido
Passar neste trecho
Mais bela fica a paisagem
passado II
Meu passado me condena
Onde estive com a cabeça
Que ao dever de minhas palavras
A presença abstrata
Segundas intenções em maus tratos
Auto-sabotagem em contento
Atos são fatos quando não desconheço
Nada em vão estivesse fora entre linhas
No cumprimento à risca
Onde estive com a cabeça
Que ao dever de minhas palavras
A presença abstrata
Segundas intenções em maus tratos
Auto-sabotagem em contento
Atos são fatos quando não desconheço
Nada em vão estivesse fora entre linhas
No cumprimento à risca
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
sentidos opostos
pode não ter significado mesmo
não diz nada
coincidências existem sim
ironicamente
o friu na barriga
surge na vista
deve ser apenas uma corrente de ar que passa
justo agora
a sensação de algo não dito
aquela segunda xícara de café insolúvel
sem perder tempo
uma imagem ficou
uma viagem que não acaba
nestas esquinas da vida
o sol acaba de encontrar uma brecha
não diz nada
coincidências existem sim
ironicamente
o friu na barriga
surge na vista
deve ser apenas uma corrente de ar que passa
justo agora
a sensação de algo não dito
aquela segunda xícara de café insolúvel
sem perder tempo
uma imagem ficou
uma viagem que não acaba
nestas esquinas da vida
o sol acaba de encontrar uma brecha
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
crocodilo
chega
agora é hora do ponto final
apoio incondicional
seu exemplo fala mais alto
dedicação sem igual
agora é hora da verdade
meu dia chegou
se quando estive no céu chovia
hoje afogo-me em lágrimas de crocodilo
pois então o ponto final significa magia
neste indício de alegria
nada diferente da ausência vivida
agora não pode mais viver escondido
debaixo do telhado
a honestidade tem que vingar
mas do seu ponto de partida
de onde surgiram tantas borboletas
de onde o sol encontra o horizonte
a vida não é feita de euforia
e é feliz somente rindo a toa
agora é hora do ponto final
apoio incondicional
seu exemplo fala mais alto
dedicação sem igual
agora é hora da verdade
meu dia chegou
se quando estive no céu chovia
hoje afogo-me em lágrimas de crocodilo
pois então o ponto final significa magia
neste indício de alegria
nada diferente da ausência vivida
agora não pode mais viver escondido
debaixo do telhado
a honestidade tem que vingar
mas do seu ponto de partida
de onde surgiram tantas borboletas
de onde o sol encontra o horizonte
a vida não é feita de euforia
e é feliz somente rindo a toa
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outono
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
dois terços
sempre imaginei que hoje teria metade do meu cabelo
mas acabou que ainda tenho mais de dois terços
mas acabou que ainda tenho mais de dois terços
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terça-feira, 8 de setembro de 2009
papel quadriculado
Pega régua de cálculos
Compasso e a sua tabuada
Inclua em seus dados
As flores secas do outono
O barco navegando no oceano
E aos outros tantos planos
Sou fator de potência nesta sentença
Tanto faz se soma ou subtrai
Quem realmente se sente livre quando chega
E quem se encontra quando parte
Nesta calçada dourada
Emoções são tantas que exalam
A felicidade esta sempre alí a um passo
E nem é preciso falar em voz alta
Desde que saiba a resposta
Compasso e a sua tabuada
Inclua em seus dados
As flores secas do outono
O barco navegando no oceano
E aos outros tantos planos
Sou fator de potência nesta sentença
Tanto faz se soma ou subtrai
Quem realmente se sente livre quando chega
E quem se encontra quando parte
Nesta calçada dourada
Emoções são tantas que exalam
A felicidade esta sempre alí a um passo
E nem é preciso falar em voz alta
Desde que saiba a resposta
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Viagem
A distância nem era pra existir
Um sentimento diferente tomando corpo
Dou corda no relógio
Tiro a lama do sapato
Em silêncio argumentos foram se acabando
Estou pronto pra acordar
Juntar a mala jogada no fundo do armário
Vestir o terno desalinhado há tempos
Nestas horas não existem rugas
Nunca é tarde
Sei o quanto sonhei em minhas viagens
Sem tirar o nó da gravata
Muito menos o vazio do meu peito
Um sentimento diferente tomando corpo
Dou corda no relógio
Tiro a lama do sapato
Em silêncio argumentos foram se acabando
Estou pronto pra acordar
Juntar a mala jogada no fundo do armário
Vestir o terno desalinhado há tempos
Nestas horas não existem rugas
Nunca é tarde
Sei o quanto sonhei em minhas viagens
Sem tirar o nó da gravata
Muito menos o vazio do meu peito
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
noite clara
Estrelando a noite clara
Em plena luz do luar
Sua imagem
Me congela o olhar
Sua silhueta
Minha inspiração
Admirando a leve brisa
Balança seus cabelos
Passeia em seu rosto
Brinca em seu corpo
Me deixa sem ar
Em plena luz do luar
Sua imagem
Me congela o olhar
Sua silhueta
Minha inspiração
Admirando a leve brisa
Balança seus cabelos
Passeia em seu rosto
Brinca em seu corpo
Me deixa sem ar
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
intuito
O intuito volta
Buscando barreiras naturais que impeçam
É claro o caminho no traço
Recalculando o improviso no momento
Aos risos presumindo riscos
Das figuras opalescentes
Costumeiros cravos se agarram ao clima
Enraizados com tempo florescem
Buscando barreiras naturais que impeçam
É claro o caminho no traço
Recalculando o improviso no momento
Aos risos presumindo riscos
Das figuras opalescentes
Costumeiros cravos se agarram ao clima
Enraizados com tempo florescem
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Factóides
Pois pode parecer sim
Como bem entender
Até o fim
Ao cair do clima
Estas imagens refletem
E nada escondem
Factóides em suas lentes
Andróides invadem minha mente
A aliança adianta fronteiras
Aparências transpassam barreiras
E aos trancos e barrancos
A multidão atropela
Em um clique selvagem
Uma imagem se revela
Cada soldado deste exécito
Acorrentado até os dentes
Rolando barrancos abaixo
Marchando sempre em frente
Como bem entender
Até o fim
Ao cair do clima
Estas imagens refletem
E nada escondem
Factóides em suas lentes
Andróides invadem minha mente
A aliança adianta fronteiras
Aparências transpassam barreiras
E aos trancos e barrancos
A multidão atropela
Em um clique selvagem
Uma imagem se revela
Cada soldado deste exécito
Acorrentado até os dentes
Rolando barrancos abaixo
Marchando sempre em frente
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Entrevista
Persiste encontrar sentido único
Ainda não é merecido descanso
Causos contam e se multiplicam
Mas não equacionam orbitais
Pula e acerta a cara n'água
Refresca mas não apaga
Cada esboço de reação
Depende de uma ação
Para pensamento abstrato
Desde a escola até pós graduação
No vazio em iminência
Chega pronto pro papel
Ainda não é merecido descanso
Causos contam e se multiplicam
Mas não equacionam orbitais
Pula e acerta a cara n'água
Refresca mas não apaga
Cada esboço de reação
Depende de uma ação
Para pensamento abstrato
Desde a escola até pós graduação
No vazio em iminência
Chega pronto pro papel
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Arte de Parede
Onde aquela força minha
Alimenta a astúcia
Pronto pára e observa
Muito pouco se contesta
É mais fácil
Quando se é de outro planeta
Pra chegar até a outra ponta
Algo se percebe
Alguns passos são falsos
Intolerâncias e cuidados
Aos tratos educados
Aqui se aprende
Língua ao invés
...
A navalha virou arte de parede
Agora não jorra mais sangue
Áspas tomam ar de calha
Há tanto
Não chove muito
Alimenta a astúcia
Pronto pára e observa
Muito pouco se contesta
É mais fácil
Quando se é de outro planeta
Pra chegar até a outra ponta
Algo se percebe
Alguns passos são falsos
Intolerâncias e cuidados
Aos tratos educados
Aqui se aprende
Língua ao invés
...
A navalha virou arte de parede
Agora não jorra mais sangue
Áspas tomam ar de calha
Há tanto
Não chove muito
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sábado, 1 de agosto de 2009
Ambulante
Eu falo sózinho quando sinto que não estou vivo
Sou apenas um troféu de meus atos
Minha imaginação alcança as núvens
Sou apenas ingêuo
Minhas crenças são perenes
Sinto o que sinto
Faço o que faço
Sem querer
Acredito
Preciso preteger meus sentimentos
A aurora trouxe dúvidas e conflitos
Ao seu lado agora jaz meu vazio
Sou apenas um troféu de meus atos
Minha imaginação alcança as núvens
Sou apenas ingêuo
Minhas crenças são perenes
Sinto o que sinto
Faço o que faço
Sem querer
Acredito
Preciso preteger meus sentimentos
A aurora trouxe dúvidas e conflitos
Ao seu lado agora jaz meu vazio
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
A Lista
Na estreita hora certa
Revisa a lista para ver se esquece
Um item se repete
Especialmente este
Justo agora já é tarde
Não precisa de verdade
Mas tem duas vezes
Revisa a lista para ver se esquece
Um item se repete
Especialmente este
Justo agora já é tarde
Não precisa de verdade
Mas tem duas vezes
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Aposta
Rolem os dados
Ladeira abaixo
Corre pra ver o estrago
Cada um com o seu guardado
Apertado
Aguardando o resultado
Ladeira abaixo
Corre pra ver o estrago
Cada um com o seu guardado
Apertado
Aguardando o resultado
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sábado, 27 de junho de 2009
Alto
Com amor e despreparo
Com carinho e destilado
Um túnel atrás de outro
À caminho do oceano
Onde nesta época do ano
No sol ardente
Cercados de correntes
Pássaros voam mais alto
Com carinho e destilado
Um túnel atrás de outro
À caminho do oceano
Onde nesta época do ano
No sol ardente
Cercados de correntes
Pássaros voam mais alto
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Sem parar
Algumas núvens parecem até paradas
Com esta distância
Não sei nem ao certo
Para onde olhava
Sabia que o céu estava alí
Não só para brindar
E eramos nós
Que fazíamos o que fazíamos
Sem parar
Com esta distância
Não sei nem ao certo
Para onde olhava
Sabia que o céu estava alí
Não só para brindar
E eramos nós
Que fazíamos o que fazíamos
Sem parar
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Asfalto Quente
Ora era pra ser uma realidade emocionante
Ora virou tudo miragem no asfalto quente
Acontece
Não é nada
Neste mundo de muitos
Um parece doido
O outro extravasa
Ora virou tudo miragem no asfalto quente
Acontece
Não é nada
Neste mundo de muitos
Um parece doido
O outro extravasa
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terça-feira, 9 de junho de 2009
Colina
Do alto da colina
A vista também é bela
O retrato que coloca na parede
A música que toca mais de mil vezes
Seria loucura minha
Fosse apenas um cenário
Em estado sólido me deparo
Na beleza que se espalha
Na luz que reflete seu rosto
O que não há de ser nada
Sem o sabor do seu tempero
Sem o calor do seu cheiro
Perco então alguns momentos
Na tarde que cai em seguida
O dia que se revela
Do alto da colina
A vista também é bela
O retrato que coloca na parede
A música que toca mais de mil vezes
Seria loucura minha
Fosse apenas um cenário
Em estado sólido me deparo
Na beleza que se espalha
Na luz que reflete seu rosto
O que não há de ser nada
Sem o sabor do seu tempero
Sem o calor do seu cheiro
Perco então alguns momentos
Na tarde que cai em seguida
O dia que se revela
Do alto da colina
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
Passando
Com o cair da temperatura na noite passada
O orvalho da grama ainda não quebrou o gelo
Mesmo com o despertar do sol que por hora só espia
Enquanto começa outro dia
Do lado de dentro da minha janela em movimento
Aos poucos também desperto
É bom saber que a beleza da vida está alí
Vivendo a sua rotina
Aos olhos de quem olha
O orvalho da grama ainda não quebrou o gelo
Mesmo com o despertar do sol que por hora só espia
Enquanto começa outro dia
Do lado de dentro da minha janela em movimento
Aos poucos também desperto
É bom saber que a beleza da vida está alí
Vivendo a sua rotina
Aos olhos de quem olha
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
não contra
Poesia na ponta da espada de um dom quixote qualquer
Que apesar de toda insanidade
Nunca se deixou levar a sua destreza
Nem do topo da tolice
Nunca armou briga de covarde
A não ser contra si mesmo
Existirá sempre dentro do ser um humano a solta
Que apesar de toda insanidade
Nunca se deixou levar a sua destreza
Nem do topo da tolice
Nunca armou briga de covarde
A não ser contra si mesmo
Existirá sempre dentro do ser um humano a solta
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Em movimento
Há tempos não sentia o vento
Batendo forte assim na minha cara
A estrada esta muito clara
E ao cair da noite fica ainda mais bela
Tenho agora mais certeza
Que estou no lugar certo
Meu caminho está iluminado
Fica fácil seguir no rítmo
Atento ao movimento
O veículo mais lento deste trecho
Sou eu que guio
Estou em sua sintonia
Não deixaria de aproveitar esta vista
Por nada neste mundo
Batendo forte assim na minha cara
A estrada esta muito clara
E ao cair da noite fica ainda mais bela
Tenho agora mais certeza
Que estou no lugar certo
Meu caminho está iluminado
Fica fácil seguir no rítmo
Atento ao movimento
O veículo mais lento deste trecho
Sou eu que guio
Estou em sua sintonia
Não deixaria de aproveitar esta vista
Por nada neste mundo
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Sonhei
Sonhei que estava comigo
E não onde está
Que estavamos dirigindo
E voce não queriqa parar
Continuava me dizendo para não parar
Continuar indo
Que no final chegaríamos lá
Onde cheguei
E você não está
E não onde está
Que estavamos dirigindo
E voce não queriqa parar
Continuava me dizendo para não parar
Continuar indo
Que no final chegaríamos lá
Onde cheguei
E você não está
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Pisa fundo no acelerador
Talvez esteja tudo em ordem
Pode seguir viagem
Sem data de retorno
Precisa tomar o rumo
Não há incômodo
Nunca houve transtorno
Sem telefones para recados
Roda pelas estradas
Pisando fundo no acelerador
Procura o destino
Através do pára-brisa
Agora que tem o volante em mãos
Pode seguir viagem
Sem data de retorno
Precisa tomar o rumo
Não há incômodo
Nunca houve transtorno
Sem telefones para recados
Roda pelas estradas
Pisando fundo no acelerador
Procura o destino
Através do pára-brisa
Agora que tem o volante em mãos
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Sinais
Tem horas que sinais dizem-me para correr
Tem horas que sinais dizem-me para parar
Será que estou indo a algum lugar?
Será que posso confiar em meus instintos?
Sinais podem ser mal interpretados
Sinais também podem ser trocados
A estas alturas
Poderia estar em um lugar bem diferente
Daquele que imaginava
Daquele que desejava
Daquele dos sinais
Diferente daqui
Tem horas que sinais dizem-me para parar
Será que estou indo a algum lugar?
Será que posso confiar em meus instintos?
Sinais podem ser mal interpretados
Sinais também podem ser trocados
A estas alturas
Poderia estar em um lugar bem diferente
Daquele que imaginava
Daquele que desejava
Daquele dos sinais
Diferente daqui
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sábado, 9 de maio de 2009
Dependendo do Pavio
Um fósforo riscado é mais que fogo
A simplicidade pode ser cúmplice
Nada deveria ser tão incompreendido
Mas eventualmente cai no esquecimento
Tantos foram os pequenos passos dados
Que acabou se movendo na direção do vento
E com a velocidade do momento
Fica mais difícil entender tudo que se passa
Entrelinhas servem para fazer espaço
Principalmente quando olhos somente passam
A simplicidade pode ser cúmplice
Nada deveria ser tão incompreendido
Mas eventualmente cai no esquecimento
Tantos foram os pequenos passos dados
Que acabou se movendo na direção do vento
E com a velocidade do momento
Fica mais difícil entender tudo que se passa
Entrelinhas servem para fazer espaço
Principalmente quando olhos somente passam
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
intensamente
A postos mas não imóvel
A claridade traz mais que uma simples visão
Tem compromisso com os instintos
Tem como certo o caminho
Viver intensamente
Sentir o doce sabor da amora selvagem
Amar a toda prova
Saber que não é a toa
Não fosse a ordem aleatória
Outras verdades não existiriam
Não há como deixar de lado e se conformar
É melhor se jogar que morrer enferrujado
A claridade traz mais que uma simples visão
Tem compromisso com os instintos
Tem como certo o caminho
Viver intensamente
Sentir o doce sabor da amora selvagem
Amar a toda prova
Saber que não é a toa
Não fosse a ordem aleatória
Outras verdades não existiriam
Não há como deixar de lado e se conformar
É melhor se jogar que morrer enferrujado
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terça-feira, 5 de maio de 2009
o diálogo
Sem diálogo
Sem aspas e parágrafos
Sem intenção
Tudo tem dois lados
Sem diálogo
Atropelei seu gato de propósito
Desci a rua na contra mão
É sua a interpretação
Sem diálogo deduz o que quer
Faz as contas
Subtrai da própria imaginação
O diálogo
Não é para quem pode
Mas sim para quem quer
Sem aspas e parágrafos
Sem intenção
Tudo tem dois lados
Sem diálogo
Atropelei seu gato de propósito
Desci a rua na contra mão
É sua a interpretação
Sem diálogo deduz o que quer
Faz as contas
Subtrai da própria imaginação
O diálogo
Não é para quem pode
Mas sim para quem quer
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
caminho
Minhas palavras estão fugindo
Neste instante percebo tudo muito intenso
A cada segundo que o relógio insiste em marcar
Uma nova tempestade de emoções embaralha meus sentimentos
Vivo na busca destas palavras
O que sinto não interpreta o acaso
Tudo é possível se acreditar no destino
E com toda força que ainda resta na memória
Aparo as arestas para iluminar o caminho
Desde o início o sentido ainda é o mesmo
Esta é uma via de grande importância para os meios
Neste instante percebo tudo muito intenso
A cada segundo que o relógio insiste em marcar
Uma nova tempestade de emoções embaralha meus sentimentos
Vivo na busca destas palavras
O que sinto não interpreta o acaso
Tudo é possível se acreditar no destino
E com toda força que ainda resta na memória
Aparo as arestas para iluminar o caminho
Desde o início o sentido ainda é o mesmo
Esta é uma via de grande importância para os meios
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
o circo (parte 1)
Sem exata noção de nada
Parece terremoto abalando tudo
Não existe rachadura tão profunda assim sem uma falha
Teme se isolar em escombros
A saída agora é a fuga
Pode sentir um certo alívio por ter escapado
Sem olhar para trás
Sem saber ao certo oque largou as pressas
Endurece seu coração para não haver culpa
Não existe um motivo
Deixou milhares de desculpas
E assim nunca saberá
Se não era parta lutar um pouco mais e realizar suas palavras
Se encontra então em novo refúgio no abrigo dos seus iguais
Ja sabe que as terras abandonadas ao sul continuam intactas
Que na verdade se deixou levar pelas aparências
Sem nunca ter sequer conhecido
A personalidade do circo
Que por tanto tempo frequentou
Parece terremoto abalando tudo
Não existe rachadura tão profunda assim sem uma falha
Teme se isolar em escombros
A saída agora é a fuga
Pode sentir um certo alívio por ter escapado
Sem olhar para trás
Sem saber ao certo oque largou as pressas
Endurece seu coração para não haver culpa
Não existe um motivo
Deixou milhares de desculpas
E assim nunca saberá
Se não era parta lutar um pouco mais e realizar suas palavras
Se encontra então em novo refúgio no abrigo dos seus iguais
Ja sabe que as terras abandonadas ao sul continuam intactas
Que na verdade se deixou levar pelas aparências
Sem nunca ter sequer conhecido
A personalidade do circo
Que por tanto tempo frequentou
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
O caminho da volta
O pensamento pode sempre ir mais longe
Minhas pegadas já estão se apagando
Aqui trancado com meus pensamentos
No momento não me arrisco ir até lá fora
Onde sopram fortes ventos
Sinto certo receio de não encontrar meu caminho de volta
Minhas pegadas já estão se apagando
Aqui trancado com meus pensamentos
No momento não me arrisco ir até lá fora
Onde sopram fortes ventos
Sinto certo receio de não encontrar meu caminho de volta
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Seu Pomar
É doce o sabor do meu amor
Este fruto brota na beira da paz
Entrelaçado nos galhos
Conto as sementes para plantar
Não existem farturas nestas horas
É preciso preparar o solo
É preciso que também haja sol
O brilho da vida se reflete na luz
O som do moínho d'água
Transporta vida pra todo o lugar
Quero te dar minhas flores
Colorir seu caminho
Fazer da vida
O seu pomar
Este fruto brota na beira da paz
Entrelaçado nos galhos
Conto as sementes para plantar
Não existem farturas nestas horas
É preciso preparar o solo
É preciso que também haja sol
O brilho da vida se reflete na luz
O som do moínho d'água
Transporta vida pra todo o lugar
Quero te dar minhas flores
Colorir seu caminho
Fazer da vida
O seu pomar
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
nada é a toa
Ser feliz sem motivos
Acordar sorrindo
E a notícia se espalha
Veículos estão a solta
Noticiando em plena avenida
- alô alô ouvinte, estou a sua procura!
Um sorriso
Um sentimento
Para Alegria
Acordar sorrindo
E a notícia se espalha
Veículos estão a solta
Noticiando em plena avenida
- alô alô ouvinte, estou a sua procura!
Um sorriso
Um sentimento
Para Alegria
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domingo, 12 de abril de 2009
pedradas
Pedradas de todos os lados
Sinto o ar se movendo
Cortando a corrente do vento
E uma a uma
Pedradas de todos os lados
A minha cara já criou calos
De tantas que não erraram o alvo
É bom saber
Tem gente que ainda perde tempo
Que não diz muito a respeito
Lapidam suas pedras em silêncio
E essas pedras
Tem as digitais de seus dedos
Dispensam recados
A pedrada fala por seu peso
O remetente não é o importante
Por isso sigo o meu caminho
Sem nunca perder tempo
Sem pedir arrego
Nem nunca ter me escondido
Pois não é este
O meu último suspiro
Sinto o ar se movendo
Cortando a corrente do vento
E uma a uma
Pedradas de todos os lados
A minha cara já criou calos
De tantas que não erraram o alvo
É bom saber
Tem gente que ainda perde tempo
Que não diz muito a respeito
Lapidam suas pedras em silêncio
E essas pedras
Tem as digitais de seus dedos
Dispensam recados
A pedrada fala por seu peso
O remetente não é o importante
Por isso sigo o meu caminho
Sem nunca perder tempo
Sem pedir arrego
Nem nunca ter me escondido
Pois não é este
O meu último suspiro
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
estado de cadeado
Tento me desencapsular deste remédio amargo
Mas não suporto a devoção que me sujeito
Capaz de cair na própria armadilha
Em estado de cadeado enferrujado
Penduro meu chaveiro no bolso e desencano
Todos temos muito que fazer ainda
Nada pode ser tão superficial assim
Esta fragilidade das almas não é tormento
O atrelamento precisa ter muita fundação
Assim que a poeira baixar
Me movo pro segundo andar
Mas não suporto a devoção que me sujeito
Capaz de cair na própria armadilha
Em estado de cadeado enferrujado
Penduro meu chaveiro no bolso e desencano
Todos temos muito que fazer ainda
Nada pode ser tão superficial assim
Esta fragilidade das almas não é tormento
O atrelamento precisa ter muita fundação
Assim que a poeira baixar
Me movo pro segundo andar
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
nada pra fazer
Para minha surpresa
Acordei bem mais cedo hoje
Fui correndo fazer meu café para ver o sol nascer
Nenhum compromisso
Não tenho nada nem ninguém me esperando
Uma manhã perfeita desde o início
Nestas horas posso realmente ser feliz
Nesta paisagem
Com a trilha sonora dos passarinhos
O ar gelado refresca o peito
Tudo em seu lugar
Em um perfeito momento
Acordei bem mais cedo hoje
Fui correndo fazer meu café para ver o sol nascer
Nenhum compromisso
Não tenho nada nem ninguém me esperando
Uma manhã perfeita desde o início
Nestas horas posso realmente ser feliz
Nesta paisagem
Com a trilha sonora dos passarinhos
O ar gelado refresca o peito
Tudo em seu lugar
Em um perfeito momento
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
passa tempo
Passa tempo
Passa
Não quero mais perder tempo
Passa tempo
Passa
Não quero mais entender nada
Tive minha chance e desperdicei
Corri bastante mas não adiantou
Perdi minha carteira no caminho
Gastei a sola de meu sapato
E agora tenho tanto que refazer
Que perdi também o ânimo
Passa tempo
Passa
Só assim quem sabe um dia possa
Não precisar provar mais nada
Passa
Não quero mais perder tempo
Passa tempo
Passa
Não quero mais entender nada
Tive minha chance e desperdicei
Corri bastante mas não adiantou
Perdi minha carteira no caminho
Gastei a sola de meu sapato
E agora tenho tanto que refazer
Que perdi também o ânimo
Passa tempo
Passa
Só assim quem sabe um dia possa
Não precisar provar mais nada
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redundante
eu só tenho medo do escuro
quando não enxergo nada
como agora
não consigo saber
se existe futuro
em tentar te ver
quando não enxergo nada
como agora
não consigo saber
se existe futuro
em tentar te ver
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
paz
Posso ficar ao seu lado até a hora de ir embora
Quando fecho meus olhos são os seus que vejo
Poderia deixar de ser bobo depois de um tempo
Mas só até te ver denovo
Sinto meu coração disparado
Enquanto encontro aqui nestes teclados
Uma brecha para aliviar meus pensamentos
Quando fecho meus olhos são os seus que vejo
Poderia deixar de ser bobo depois de um tempo
Mas só até te ver denovo
Sinto meu coração disparado
Enquanto encontro aqui nestes teclados
Uma brecha para aliviar meus pensamentos
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quarta-feira, 1 de abril de 2009
um amor isolante (2)
Tu me deixou aqui
Mas claro
Eu sou um bandido
Tentei roubar seu coração
Tentei matar seus desejos
Tentei capturar seus mais lindos momentos
Tudo pra mim
Mas claro
Eu sou um bandido
Tentei roubar seu coração
Tentei matar seus desejos
Tentei capturar seus mais lindos momentos
Tudo pra mim
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Verdes Frutos
O amor é muito brega, cafona e vulgar
E eu amo amar
O amor é traiçoeiro
Sempre me deixei levar
Aparentemente mágico
Pode ser tudo quando maduro
Mas cuidado
Amar sem ser amado
É trágico
Transforma
Machuca
Não se explica
Pura nostalgia e só
Uma sensação arrepiante
Um amor isolante
Apenas derruba da árvore
verdes frutos
E eu amo amar
O amor é traiçoeiro
Sempre me deixei levar
Aparentemente mágico
Pode ser tudo quando maduro
Mas cuidado
Amar sem ser amado
É trágico
Transforma
Machuca
Não se explica
Pura nostalgia e só
Uma sensação arrepiante
Um amor isolante
Apenas derruba da árvore
verdes frutos
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terça-feira, 31 de março de 2009
temporal
o tempo pode ter passado
tudo pode até parecer diferente um dia
a vida pode ter aflorado
expandido
encolhido
o tempo pode ter acrescentado
com tempo
algumas coisas podem ter acontecido
enquanto outras não
o tempo pode ter consumido
ainda são sentimentos que tem outras dimensões
frutos da imaginação
o tempo tem passado
e no passar do tempo
quase nada pode ser previsto
inocentes viram bandidos
bandidos perdoados
perdões confundidos
conceitos refeitos
pricípios trocados
...
e o tempo
que é só nosso
pode pesar mas passa
e deixa marcas
que o próprio tempo apaga
tudo pode até parecer diferente um dia
a vida pode ter aflorado
expandido
encolhido
o tempo pode ter acrescentado
com tempo
algumas coisas podem ter acontecido
enquanto outras não
o tempo pode ter consumido
ainda são sentimentos que tem outras dimensões
frutos da imaginação
o tempo tem passado
e no passar do tempo
quase nada pode ser previsto
inocentes viram bandidos
bandidos perdoados
perdões confundidos
conceitos refeitos
pricípios trocados
...
e o tempo
que é só nosso
pode pesar mas passa
e deixa marcas
que o próprio tempo apaga
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terça-feira, 24 de março de 2009
no escuro
um tom de suspense no ar
uma sensação incerta
o telefone toca
o som é estridente
um degrau após outro
sobe com pressa
e agarra-se ao gancho
o som agora é de ocupado
a luz acaba
reflexos de faróis atravessam a sala
senta-se nos degraus
o telefone toca denovo
uma voz irritante pergunta por ciclano
é engano
cães latem ao fundo
agarra-se ao cigarro como a salvação
nuvens de fumaça preenchem a sala
o cansaço domina
o desanimo é grande
agarra-se desta vez as suas chaves
Será que vale a pena fugir disto tudo?
uma sensação incerta
o telefone toca
o som é estridente
um degrau após outro
sobe com pressa
e agarra-se ao gancho
o som agora é de ocupado
a luz acaba
reflexos de faróis atravessam a sala
senta-se nos degraus
o telefone toca denovo
uma voz irritante pergunta por ciclano
é engano
cães latem ao fundo
agarra-se ao cigarro como a salvação
nuvens de fumaça preenchem a sala
o cansaço domina
o desanimo é grande
agarra-se desta vez as suas chaves
Será que vale a pena fugir disto tudo?
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segunda-feira, 23 de março de 2009
noite
a luz da lua estava linda
como o barulho da noite que brilhava
para os sonhos mais lindos se tornarem realidade
em momentos
em seu tempo
tudo sempre brilha
como o barulho da noite que brilhava
para os sonhos mais lindos se tornarem realidade
em momentos
em seu tempo
tudo sempre brilha
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quarta-feira, 18 de março de 2009
na beira do cais
meu coração derrama lágrimas de sangue
minhas emoções perderam o sentido
agora com o corpo todo rígido
a alma se debate dentro desta casca
folhas secas viajando ao vento
ouvi um som trazido do sul
o vento vem e vai
meus sentimentos não são mais meus
minhas horas agora marcam o passado
minha âncora se partiu
estou na deriva da vida
sei que minha hora ainda não chegou
ainda tenho muito que perecer
é uma longa viagem até meu destino
nada nada mais me prende aqui
são três horas pra ontem
vou começar a me preparar
sem poupar esforços
o ticket ja esta impresso
minhas emoções perderam o sentido
agora com o corpo todo rígido
a alma se debate dentro desta casca
folhas secas viajando ao vento
ouvi um som trazido do sul
o vento vem e vai
meus sentimentos não são mais meus
minhas horas agora marcam o passado
minha âncora se partiu
estou na deriva da vida
sei que minha hora ainda não chegou
ainda tenho muito que perecer
é uma longa viagem até meu destino
nada nada mais me prende aqui
são três horas pra ontem
vou começar a me preparar
sem poupar esforços
o ticket ja esta impresso
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terça-feira, 17 de março de 2009
em cores
seus cabelos cada dia de uma cor
em meus sonhos
uma mistura de nós dois
atravesso um espelho de manhã
pensando em vc
não sei onde vou parar
sinto algo
e não consigo explicar
palavras só servem para desabafar
não acho
só sinto
e o que se passa aqui comigo
é impossível
em meus sonhos
uma mistura de nós dois
atravesso um espelho de manhã
pensando em vc
não sei onde vou parar
sinto algo
e não consigo explicar
palavras só servem para desabafar
não acho
só sinto
e o que se passa aqui comigo
é impossível
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repentino
vou te falar agora eu sei
vou ter que mudar os meus costumes
que agora o tempo voa ainda mais que ontem
que é uma pena eu sei
o sol sempre brilha
mesmo que esteja encoberto por neblina
os dias podem mudar tudo
o meu futuro entalhado em meus segundos
vou ter que mudar os meus costumes
que agora o tempo voa ainda mais que ontem
que é uma pena eu sei
o sol sempre brilha
mesmo que esteja encoberto por neblina
os dias podem mudar tudo
o meu futuro entalhado em meus segundos
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domingo, 15 de março de 2009
vencer
será que poderia despojar meus sentimentos
sem prévias censuras de minha existência
sem calar minha mente
que urge por falar o que pensa
mas nunca a quem deve?
uma atmosféra de paz reina no castelo
um sentimento de calar-se ecoa nas paredes
e o sono não vem
as pálpebras que ja não aguentam a cortina da noite
não suportariam jamais neste momento
a luz
com um andar sereno
apalpando as paredes no escuro
sem demonstrar a mínima intenção em trazer claridade ao caminho
confundo-me em meu desejo e martírio
a epopéia da existência desafiadora do juízo
incomoda mais a mim que a qualquer outro e mesmo assim
sei que é desta jornada que há de se erguer a verdade
se alguma
nisto tudo contido
nunca houve de fato nada perdido ou desperdiçado
foram aqueles momentos mais tristes que trouxeram o silêncio fúnebre
místico e escaramuçado de pensamentos proíbidos
gritos calados
urros
... silêncio
e da penumbra à aurora à cegueira
dos sonhos mais escondidos
ao sentimento mais honesto do mundo
até a incerteza de tudo
de que seria útil toda esta energia
senão para trazer a tona não o mais belo
mas o mais sincero ser
que possa ser
sem prévias censuras de minha existência
sem calar minha mente
que urge por falar o que pensa
mas nunca a quem deve?
uma atmosféra de paz reina no castelo
um sentimento de calar-se ecoa nas paredes
e o sono não vem
as pálpebras que ja não aguentam a cortina da noite
não suportariam jamais neste momento
a luz
com um andar sereno
apalpando as paredes no escuro
sem demonstrar a mínima intenção em trazer claridade ao caminho
confundo-me em meu desejo e martírio
a epopéia da existência desafiadora do juízo
incomoda mais a mim que a qualquer outro e mesmo assim
sei que é desta jornada que há de se erguer a verdade
se alguma
nisto tudo contido
nunca houve de fato nada perdido ou desperdiçado
foram aqueles momentos mais tristes que trouxeram o silêncio fúnebre
místico e escaramuçado de pensamentos proíbidos
gritos calados
urros
... silêncio
e da penumbra à aurora à cegueira
dos sonhos mais escondidos
ao sentimento mais honesto do mundo
até a incerteza de tudo
de que seria útil toda esta energia
senão para trazer a tona não o mais belo
mas o mais sincero ser
que possa ser
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em tempos
ja perdi a noção do tempo
que a tempos não me dá atenção
e assim passam os dia
horas
momentos
sem voltar atrás
sem olhar para frente
preocupado demais com o presente
que a tempos não me dá atenção
e assim passam os dia
horas
momentos
sem voltar atrás
sem olhar para frente
preocupado demais com o presente
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sexta-feira, 13 de março de 2009
pode parecer um momento
e eu acho ... e eu me perco
tudo pode parecer e desaparecer
e nunca mais aparecer
nem mesmo quando menos se espera
nunca pensei assim em fim
se ao menos a cegueira fosse incerta
tudo poderia ser apenas momento
tudo pode parecer e desaparecer
e nunca mais aparecer
nem mesmo quando menos se espera
nunca pensei assim em fim
se ao menos a cegueira fosse incerta
tudo poderia ser apenas momento
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quinta-feira, 12 de março de 2009
somente
estarei bem perto da felicidade
a cada dia aproveitando melhor os momentos
deixando de lado minhas diferenças
que o tempo seja meu guia
que nada seja explicado
que não haja arrependimento
que sobre somente alimento para que outro viva
a cada dia aproveitando melhor os momentos
deixando de lado minhas diferenças
que o tempo seja meu guia
que nada seja explicado
que não haja arrependimento
que sobre somente alimento para que outro viva
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terça-feira, 10 de março de 2009
parte 21 de 26
a porta
o sol
o guarda chuva
...
tudo me faz bem
consigo ir em frente
ouvir e ir com a melodia
entrar em seu compasso me faz bem
tudo ou nada
a não ser que goste de viver que viverá bem
é querendo e não desistindo
soltar a pipa onde sopra o vento
tem que remar à favor do destino
e isto quem te indicará será você mesmo
não se esqueça
quem é você
o sol
o guarda chuva
...
tudo me faz bem
consigo ir em frente
ouvir e ir com a melodia
entrar em seu compasso me faz bem
tudo ou nada
a não ser que goste de viver que viverá bem
é querendo e não desistindo
soltar a pipa onde sopra o vento
tem que remar à favor do destino
e isto quem te indicará será você mesmo
não se esqueça
quem é você
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tarde
Andando pela calçada desconexa e esburacada de minha rua sem saída
Procuro não perder meu equilíbrio
Enquanto um resto de raio de sol do final da tarde corta meus olhos em fatias
Uma sensação de que algo pode acontecer a cada segundo
Não passa desapercebida
A pequena distância
De repente
Parece parar no tempo
A brisa que gela sussura algo em meus ouvidos
Com os olhos quase fechados mas muito atentos a tudo
Chego em casa e percebo como é difícil
Não notar a vida ao redor
Mesmo quando nada demais parece acontecer
Procuro não perder meu equilíbrio
Enquanto um resto de raio de sol do final da tarde corta meus olhos em fatias
Uma sensação de que algo pode acontecer a cada segundo
Não passa desapercebida
A pequena distância
De repente
Parece parar no tempo
A brisa que gela sussura algo em meus ouvidos
Com os olhos quase fechados mas muito atentos a tudo
Chego em casa e percebo como é difícil
Não notar a vida ao redor
Mesmo quando nada demais parece acontecer
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segunda-feira, 9 de março de 2009
a tempo de mais nada
o que importa agora que já passou da hora
agora que não há mais tempo para nada
muitos campos ainda serão semeados
agora não dá tempo para mais nada
a chuva que não cai precisa ser regada
muitas coisas acontecem
enquanto um dorme outro acorda
enquanto um acorda outro não se importa
pois não há mais tempo para nada
conformismo a beira do caos
gritos de euforia calados aos tropeços
calúnias nunca fizeram parte disso
até surgirem em vão
nunca houveram tantas tentativas frustradas
e agora
não dá mais tempo para nada
agora que não há mais tempo para nada
muitos campos ainda serão semeados
agora não dá tempo para mais nada
a chuva que não cai precisa ser regada
muitas coisas acontecem
enquanto um dorme outro acorda
enquanto um acorda outro não se importa
pois não há mais tempo para nada
conformismo a beira do caos
gritos de euforia calados aos tropeços
calúnias nunca fizeram parte disso
até surgirem em vão
nunca houveram tantas tentativas frustradas
e agora
não dá mais tempo para nada
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mágoas
como águas passam
ás vezes evaporam e se tornam trovoadas
momentos parecem eternos
ora numa direção
ora noutra
não as tenho mais aqui
sobraram cicatrizes
foram embora sem deixar saudades
aliás
saudades foi oque ficou
e estas tais mágoas
que surgiram como do nada
ao nada retornam
não acredito em limites
o meu sentimento será sempre mais forte
o tempo anda por nós
a nosso favor
pois não existem limites nem obstáculos para o amor
ás vezes evaporam e se tornam trovoadas
momentos parecem eternos
ora numa direção
ora noutra
não as tenho mais aqui
sobraram cicatrizes
foram embora sem deixar saudades
aliás
saudades foi oque ficou
e estas tais mágoas
que surgiram como do nada
ao nada retornam
não acredito em limites
o meu sentimento será sempre mais forte
o tempo anda por nós
a nosso favor
pois não existem limites nem obstáculos para o amor
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domingo, 8 de março de 2009
estremeço quando te vejo
por mais que pareça que não
que se faça em silêncio
que seja mais que uma visão
que no toque me arrepie
que não sinta só paixão
pois não espero em silêncio
não finjo ser são
estremeço quando te vejo
vivo de profunda imaginação
sonho com lindos momentos
ao seu lado me revelo
sem medo da ilusão
que se faça em silêncio
que seja mais que uma visão
que no toque me arrepie
que não sinta só paixão
pois não espero em silêncio
não finjo ser são
estremeço quando te vejo
vivo de profunda imaginação
sonho com lindos momentos
ao seu lado me revelo
sem medo da ilusão
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norberto pereira pie,
poema,
poesias
o segredo no momento
tudo parecia bem sereno
até aquele momento
que descobri o que sentia por você
fiquei com medo de te perder
resolvi então crescer
e esconder este meu medo
então lhe mostrei o que sentia
sem nunca saber o que aconteceria
pois a vida tem seus segredos
e somente juntos descobriremos
até aquele momento
que descobri o que sentia por você
fiquei com medo de te perder
resolvi então crescer
e esconder este meu medo
então lhe mostrei o que sentia
sem nunca saber o que aconteceria
pois a vida tem seus segredos
e somente juntos descobriremos
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inconstante
vejo mas não percebo
o que esta acontecendo
quando
olho para o nada e nada vejo
percebo estou desaparecendo
o que esta acontecendo
quando
olho para o nada e nada vejo
percebo estou desaparecendo
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correndo rindo indo sózinho
quanto te vi pela primeira vez
sei que nem tentei fugir
assim eu nem sei
o que fazer
o que fiz
e o que eu faria
tudo outra vez
sei que nem tentei fugir
assim eu nem sei
o que fazer
o que fiz
e o que eu faria
tudo outra vez
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demasiado
deixei tudo de lado
sem nem pensar nas consequencias
entreguei tudo e mão beijada
fiz questão de não me opor ao fato
que de fato não valia mais nada
não fosse tudo dado
implorado a ser levado
quem levou a rima
guardou no fundo da mala
e talvez nunca seja achado
talvez nunca ache de fato
sem nem pensar nas consequencias
entreguei tudo e mão beijada
fiz questão de não me opor ao fato
que de fato não valia mais nada
não fosse tudo dado
implorado a ser levado
quem levou a rima
guardou no fundo da mala
e talvez nunca seja achado
talvez nunca ache de fato
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atalho
esta estranha sensação não passa
este imenso mar branco parece ser muito maior que a realidade
minhas palavras não chegam onde deveriam
minhas idéias parecem bloquear-se ao toque dos teclados
qualquer coisa é motivo para fugir do assunto
qualquer objeto inanimado berra por atenção
enquanto procuro coisas intocáveis
que tento esconder e encontrar o tempo todo
fatos que me ocorrem
e fogem
como num sopro minha atenção volta-se ao cinzeiro
como um tolo tento alcançar meus sentimentos
que fogem
talvez seja isto mesmo
talvez fosse para ser assim mesmo
talvez nunca deva encontrar as palavras pois estas podem não ser suficientes
talvez nunca devesse ter tentado encontrar razões
talvez não hajam razões
o vazio ganha mais espaço ainda
e o sentimento cada vez mais apertado
este imenso mar branco parece ser muito maior que a realidade
minhas palavras não chegam onde deveriam
minhas idéias parecem bloquear-se ao toque dos teclados
qualquer coisa é motivo para fugir do assunto
qualquer objeto inanimado berra por atenção
enquanto procuro coisas intocáveis
que tento esconder e encontrar o tempo todo
fatos que me ocorrem
e fogem
como num sopro minha atenção volta-se ao cinzeiro
como um tolo tento alcançar meus sentimentos
que fogem
talvez seja isto mesmo
talvez fosse para ser assim mesmo
talvez nunca deva encontrar as palavras pois estas podem não ser suficientes
talvez nunca devesse ter tentado encontrar razões
talvez não hajam razões
o vazio ganha mais espaço ainda
e o sentimento cada vez mais apertado
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mas ...
o que foi que nos aconteceu?
sei que lutei quanto pude
pensei que nunca desistiria
é triste saber que estava errado
meu amor nunca venceu
o tempo passou
ainda sinto angústia e dor
ainda rolam lágriamas
entrelaçadas as suas lembranças
ainda não consigo cantar aquela canção
voce ainda é dona de um pedaço meu
o momento não me dá calma
com o pensamento preso nesta jaula
o que foi que nos aconteceu?
não encontro a saída
esta busca ja me cansou
desistir não é a solução
preciso encontrar o caminho da saída
entender que meu amor não venceu ainda
sei que lutei quanto pude
pensei que nunca desistiria
é triste saber que estava errado
meu amor nunca venceu
o tempo passou
ainda sinto angústia e dor
ainda rolam lágriamas
entrelaçadas as suas lembranças
ainda não consigo cantar aquela canção
voce ainda é dona de um pedaço meu
o momento não me dá calma
com o pensamento preso nesta jaula
o que foi que nos aconteceu?
não encontro a saída
esta busca ja me cansou
desistir não é a solução
preciso encontrar o caminho da saída
entender que meu amor não venceu ainda
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palavras
tudo e nada ao mesmo tempo
uma ilusão desgraçada
tenho uma enorme vontade
quero algo mais
que estas simples palavras
uma ilusão desgraçada
tenho uma enorme vontade
quero algo mais
que estas simples palavras
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