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domingo, 14 de setembro de 2014

em estado de papel

estou meio tonto
deve ser do calor da falta de meu sono
eu pressuponho
que esteja tão cansado quanto sonho

terça-feira, 14 de agosto de 2012

por entre meus polos

por um fato muito tenso
por um outro muito mágico
sinto que estou reagindo
que estou ressurgindo
por entre meus polos
há muito não tenho planos
isso já não desengano
não dimensiono
meu palco infringe seu espaço
acima de tudo carrego
caracteres enfáticos 
em fontes garrafais
soletram mas não escrevem
e isto tudo me atinge
menos hoje do que ontem
ainda assim muito ácido
ainda assim quero mais

quinta-feira, 12 de julho de 2012

muito cedo pra amanhecer


no estado duma figa
a hora pisa batida
bem de manhãzinha
precisa partir
cata as tralhas para percorrer
a face ao acaso vem me resumir
conta até três antes de surpreender
é cedo ainda pra continuar a dormir
vale a pena ir
sem hora pra voltar
é tão bom te acordar 
e te pôr pra sonhar 
antes do amanhecer

sexta-feira, 1 de junho de 2012

quantas tantas

encanto no espanto
uma silada de alegria
reluz em parceria 
aos prantos
repentina
por instantes interdita
sussurra em suspense
imagina
exatas tantas quantas
o olhar indica



quarta-feira, 7 de março de 2012

nem secou

reencontro sementes
descordando caroços
ignoro
mastigando cascas  
descalço no asfalto
nem senti o pé gelado
em clima de segunda-feira
hoje não chove não 

terça-feira, 6 de março de 2012

então tá.


um ponto final 
numa frase não dita
em câmera lenta
troca de linha
a nova presença 
vai no aperitivo
não passa batido
melhor repensar

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

sai o sol



eu tenho certeza da dúvida
e é por isso que sigo
nada consegue apagar meu instinto
debaixo deste temporal
sei muito bem oque acontece
quando sai o sol

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

imensa

é difícil demais ficar imaginado agora
o que tem atrás daquela porta
mais fácil manter o rítmo contínuo
em linha reta na direção que está indo
eu passeio em círculos
trabalho em trilhos
em turnos
ainda penso nisso
um estalo
na hora saio
em partes reparo
existe o fato
existe o fatídico
e tudo mais que ainda insisto
levam-me a minha sentença
espero que esteja sorrindo 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

reinstalado


penso ser humano
mas vejo apenas um ninho
sei que tive escolhas
e estas
ao menos hoje
duvido

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

antes estantes


sendo esta pequena fração
uma facção de sentimentos
olhando pela janela
vejo uma cidade bela
insensível à quem vive nela
cheia de seres altivos  
descomprometidos com as estantes
sem assuntos adjacentes
ouço
penso
respiro profundamente
atento alguns instantes  
resta ainda esperar
quando acalmar  
alguém pode perceber  
e tudo vai mudar
com o direito de ser


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

hematomas da alegria


hoje é dia de alegria
    aqui não tem isso meu senhor
mas hoje é dia de folia
    aqui não tem isso meu senhor
mas e agora como é que fica ?
    aqui voce não fica
    aqui voce não fica

aqui só o cavalo baba
quem se esbalda se atrapalha
acabou a fantasia
chegou a borracharia
não tem desconto pra Sací
nem suas tias
tem Garibaldis lacrimejantes
e avós intoxicados
pânico e correria
em torno do largo


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

listradas

estrada à vista 
listradas
estradas
hoje é dia de pisar na tábua
de ver o dia acabar
e a noite chegar
vendo relevo passar 
sem tirar da vista
a estrada
listrada
no vai e vem das filas
arranca e para
listrada
cancela baixa
para a partida
aumenta o som
nem troca de faixa 
segue à risca
da nada
faróis à favor
faróis contra
quero mesmo
pegar a estrada
listrada

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

no grau

coloquei meu óculos de grau
ainda não estou acostumado
o chão parece mais próximo
as letras agora fazem sentido
e com tudo assim tão nítido
sinto-me um tanto enjoado

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

na ordem do borrão

em conjuntos
aos pedaços
embrulhados por laços de estilhaços
o uniforme da coalizão
não é insuficientemente claro
para o visionário sentado
à sombra da fração
um relato voluntário de plantão
ganha vida na ordem do borrão
entre os trilhos
rapta o cenário
na expectativa de locomoção
acaba com os passos em falsas direções
estático
aguarda
mas não prende a respiração

substratos intervêm

pensando nisso e naquilo
dilatei minhas pupilas
olhei para o canto da sala
lá não há nada
e o nada
abstrai
substratos intervêm
por instantes passeei
admirando a vista
a saída encontrei
sei bem
no fundo
preciso voltar

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

lema para fora


atentando o entretanto 
que sorve o tema
diluí a âncora em enfeites de prateleira
do lado de fora do lema
folclóricas cenas suportam
cada qual
em seu braço de mar
levemente indiferente ao luar
digerem a anuência

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

sem ima gin ação

                       ,                
                                    .
"           "          :
       ,                             ,
                                     !

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

completamente

descalço
meus sentimentos à flor da pele
refletem no que percebo 
mas nada reiteram
o que sentem
à vontade até apareço
sem esconder meus cantos
meus desejos 
se encontram
completamente

afora guarda

o vazio preenche na hora de patir
muita coisa na memória
sabe que a noite será longa
emplaca seu rumo afora 
deleita-se em sua própria sombra
aos traços de um plano falível
que nada dita agora
a ausência dos momentos
tomou sua conta

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

delícias sem igual

delicadezas são fortes arbítrios
deixam nenhum resquício
relutantes no pacote invisível
ainda completam o requisito
da contra mão ouvem o sino
na solitária paz da quietude
pondo ao hábito semi oval
pendurado atrás do mural
tecer em ponto cruz 
o caos organizacional
criando regras embebidas
em delícias sem igual