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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

pensando na chuva

o sol e as nuvens pareciam se importar
não poderia haver um dia mais lindo
empacotado em pára-choques de diversas cores
ainda não consigo esconder o meu sorriso
perdi a minha pressa
a sincronia dos relógios
naquele momento
aumenta o tráfego
restando um tanto de tarde
nada realmente afasta
a sensação de tudo ganhando sentido
chegando a noite
oito e pouquinho
começa a chover
vou curtir a chuva
pensando em voce

sexta-feira, 8 de julho de 2011

nem olha

vai e volta sem demora
não enrola e sai fora
finge que não é contigo
passa batido
nem olha

quando estiver na área
nada se propaga
sem que baixe a guarda
cada gesto conta
remexe um monte de palavras

seguindo o plano
o retorno é garantido
correndo nenhum risco
chega à salvo
para o que te aguarda no destino

terça-feira, 22 de junho de 2010

batalha

muito mais que instintos movem
existe algo além do ar que respiro
estas barreiras que atravesso
deixam marcas que me identificam
confiar é muito mais sobre o invisível
passei da idade do improviso
ainda amo e sinto a vida bela
nas brechas que sobram ao meu delírio
posso ingenuamente cair de cara
acordar na sargeta sem sentido
é certo que resurgiria em outro dia
enquanto houver vida existem motivos
enfrento batalhas violentas
perco a cabeça nas lutas sangrentas
em meio a tantas glórias e tristezas
só uma ingênua mente não se afugenta
sem ilusões passageiras
nossas grandes vitórias
são para a vida inteira

sexta-feira, 11 de junho de 2010

sem ti, tua falta

testava testando a tua fortuna
a cada entorse de minha cabeça dura
tudo que parece padece no asfalto quente
tentando não estender o passo sem igual
o acaso no caso se tornou o principal
contando que desvenda seu embrulho
puxa do fundo
sem ti
tua falta
muito além que jamais percebi

terça-feira, 1 de junho de 2010

o dia que partiu

até o dia acabar
muitas coisas irei rever
os caminhos não precisam ser trocados
sei por onde seguir
a esquina vive em torno
como partes deste mundo
cada qual com sua estátua
e eu em meu roteiro sigo
quando olho para o nada
nada vejo

sexta-feira, 28 de maio de 2010

peça

o texto prega peças
o ar esta viciado
olho para frente para não cair
o piso parece molhado
estou a alguns passos de mim mesmo
ouço vozes distantes
enxergo vultos inconstantes
estou certo de retribuir
na hora certa vou partir deste cenário
tento esquecer este assoalho
esta tão frio hoje
que poderia ficar lá deitado

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

???

porque não mostra à que veio?
o que tem no seu retrato?
o que tem dentro de seus sapatos?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

dois terços

sempre imaginei que hoje teria metade do meu cabelo
mas acabou que ainda tenho mais de dois terços

terça-feira, 8 de setembro de 2009

papel quadriculado

Pega régua de cálculos
Compasso e a sua tabuada
Inclua em seus dados
As flores secas do outono
O barco navegando no oceano
E aos outros tantos planos
Sou fator de potência nesta sentença
Tanto faz se soma ou subtrai
Quem realmente se sente livre quando chega
E quem se encontra quando parte
Nesta calçada dourada
Emoções são tantas que exalam
A felicidade esta sempre alí a um passo
E nem é preciso falar em voz alta
Desde que saiba a resposta

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Viagem

A distância nem era pra existir
Um sentimento diferente tomando corpo
Dou corda no relógio
Tiro a lama do sapato
Em silêncio argumentos foram se acabando
Estou pronto pra acordar
Juntar a mala jogada no fundo do armário
Vestir o terno desalinhado há tempos
Nestas horas não existem rugas
Nunca é tarde
Sei o quanto sonhei em minhas viagens
Sem tirar o nó da gravata
Muito menos o vazio do meu peito

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

noite clara

Estrelando a noite clara
Em plena luz do luar
Sua imagem
Me congela o olhar
Sua silhueta
Minha inspiração
Admirando a leve brisa
Balança seus cabelos
Passeia em seu rosto
Brinca em seu corpo
Me deixa sem ar

terça-feira, 18 de agosto de 2009

intuito

O intuito volta
Buscando barreiras naturais que impeçam
É claro o caminho no traço
Recalculando o improviso no momento
Aos risos presumindo riscos
Das figuras opalescentes
Costumeiros cravos se agarram ao clima
Enraizados com tempo florescem

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Factóides

Pois pode parecer sim
Como bem entender
Até o fim
Ao cair do clima
Estas imagens refletem
E nada escondem
Factóides em suas lentes
Andróides invadem minha mente
A aliança adianta fronteiras
Aparências transpassam barreiras
E aos trancos e barrancos
A multidão atropela
Em um clique selvagem
Uma imagem se revela
Cada soldado deste exécito
Acorrentado até os dentes
Rolando barrancos abaixo
Marchando sempre em frente

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Entrevista

Persiste encontrar sentido único
Ainda não é merecido descanso
Causos contam e se multiplicam
Mas não equacionam orbitais
Pula e acerta a cara n'água
Refresca mas não apaga
Cada esboço de reação
Depende de uma ação
Para pensamento abstrato
Desde a escola até pós graduação
No vazio em iminência
Chega pronto pro papel

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Arte de Parede

Onde aquela força minha
Alimenta a astúcia
Pronto pára e observa
Muito pouco se contesta
É mais fácil
Quando se é de outro planeta
Pra chegar até a outra ponta
Algo se percebe
Alguns passos são falsos
Intolerâncias e cuidados
Aos tratos educados
Aqui se aprende
Língua ao invés
...
A navalha virou arte de parede
Agora não jorra mais sangue
Áspas tomam ar de calha
Há tanto
Não chove muito

sábado, 1 de agosto de 2009

Ambulante

Eu falo sózinho quando sinto que não estou vivo
Sou apenas um troféu de meus atos
Minha imaginação alcança as núvens
Sou apenas ingêuo
Minhas crenças são perenes
Sinto o que sinto
Faço o que faço
Sem querer
Acredito
Preciso preteger meus sentimentos
A aurora trouxe dúvidas e conflitos
Ao seu lado agora jaz meu vazio

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A Lista

Na estreita hora certa
Revisa a lista para ver se esquece
Um item se repete
Especialmente este
Justo agora já é tarde
Não precisa de verdade
Mas tem duas vezes

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aposta

Rolem os dados
Ladeira abaixo
Corre pra ver o estrago
Cada um com o seu guardado
Apertado
Aguardando o resultado

sábado, 27 de junho de 2009

Alto

Com amor e despreparo
Com carinho e destilado
Um túnel atrás de outro
À caminho do oceano
Onde nesta época do ano
No sol ardente
Cercados de correntes
Pássaros voam mais alto

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sem parar

Algumas núvens parecem até paradas
Com esta distância
Não sei nem ao certo
Para onde olhava
Sabia que o céu estava alí
Não só para brindar
E eramos nós
Que fazíamos o que fazíamos
Sem parar