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terça-feira, 22 de junho de 2010

batalha

muito mais que instintos movem
existe algo além do ar que respiro
estas barreiras que atravesso
deixam marcas que me identificam
confiar é muito mais sobre o invisível
passei da idade do improviso
ainda amo e sinto a vida bela
nas brechas que sobram ao meu delírio
posso ingenuamente cair de cara
acordar na sargeta sem sentido
é certo que resurgiria em outro dia
enquanto houver vida existem motivos
enfrento batalhas violentas
perco a cabeça nas lutas sangrentas
em meio a tantas glórias e tristezas
só uma ingênua mente não se afugenta
sem ilusões passageiras
nossas grandes vitórias
são para a vida inteira

sexta-feira, 11 de junho de 2010

sem ti, tua falta

testava testando a tua fortuna
a cada entorse de minha cabeça dura
tudo que parece padece no asfalto quente
tentando não estender o passo sem igual
o acaso no caso se tornou o principal
contando que desvenda seu embrulho
puxa do fundo
sem ti
tua falta
muito além que jamais percebi

terça-feira, 1 de junho de 2010

o dia que partiu

até o dia acabar
muitas coisas irei rever
os caminhos não precisam ser trocados
sei por onde seguir
a esquina vive em torno
como partes deste mundo
cada qual com sua estátua
e eu em meu roteiro sigo
quando olho para o nada
nada vejo

sexta-feira, 28 de maio de 2010

peça

o texto prega peças
o ar esta viciado
olho para frente para não cair
o piso parece molhado
estou a alguns passos de mim mesmo
ouço vozes distantes
enxergo vultos inconstantes
estou certo de retribuir
na hora certa vou partir deste cenário
tento esquecer este assoalho
esta tão frio hoje
que poderia ficar lá deitado